sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sobre Mulheres e Pássaros

Sobre mulheres e pássarosé o titúlo de um possível livro que eu comecei a escrever, mas não dei continuidade. Resolvi publicar algumas coisas que eu havia escrito nele... Eu dando uma de Clarice Lispector.


Caro leitor, me sinto na obrigação literária de confessar que essa (definitivamente) não é a minha primeira obra. Tenho muitas! Muitos escritos, muitas citações, mas isso são apenas coisas que se colocam no papel. Se me questionarem se já lancei algum livro, direi que não. Mas se me perguntarem se tenho obras bonitas e cheias de sentimento, responderei com toda a alegria que sim! Que tenhos muitas obras dignas de Clarice Lispector, escritas no meu peito, repetidas em meus sonhos, gravadas em minha alma, ditas por minhas palavras ao acaso...Sim caro leitor! Sou uma escritora de sucesso que escreve para o próprio coração.

 Se me questionar sobre o que escrevo, lhes direi que escrevo sobre mim e sobre meu sonho de liberdade. Não há nada que me pareça mais livre e feliz do que um pássaro. Assim que suas asas o permitem, ele abandona seu ninho e vai descobrir o mundo. Quer coisa mais bela? Agora coloque do lado da liberdade, a mulher. Sim, a mulher! Falei sério. A mulher é prisioneira de si mesma e daquilo que lhe é imposto pelo mundo. Mas a mulher quer ser livre. A mulher não quer a obrigação de ser mulher. A mulher quer ser um pássaro!  Quer alçar seus vôos, alcançar os picos mais altos, quer ver o mundo... o mundo todo. A mulher é um pássaro. Só que ninguém a enxergou como pássaro ainda.

Dessa vez estou colocando no papel o que o meu coração já sabe. Espero que outros corações também percebam...

Agora olhe os pássaros. Não seria lindo ser um pássaro?
 
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Fujo ao meu tema. Pois o que é o tema se não limitação? Não quero me digam o que fazer, nem ao menos desejo me impor o que fazer. Quero que saia feito como for... Mas que seja feito por amor.

Escrever é arte para poucos. Não é arte para mim. Eu não escrevo. Eu torno as palavras vivas em pedaços de papel. Não sou escritora, sou criadora. Escritores se preocupam com coerência, com ortografia e com gramática. Eu me preocupo com sentimento, com verdade, com as asas que eu ainda não possuo. Naõ vou mentir que muito tento voar, mas ainda estou muito próxima do chão. Talvez eu voe o que dia que parar de criar... Significa que esvai todas as palavras da minha mente e me sobrou o vazio de me achar escritora. Parei então de criar. Tornei-me copia dos vendedores de livros e deixei de ser criadora de emoções.
 

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