Caro leitor, me sinto na obrigação
literária de confessar que essa (definitivamente) não é a minha primeira obra.
Tenho muitas! Muitos escritos, muitas citações, mas isso são apenas coisas que
se colocam no papel. Se me questionarem se já lancei algum livro, direi que
não. Mas se me perguntarem se tenho obras bonitas e cheias de sentimento,
responderei com toda a alegria que sim! Que tenhos muitas obras dignas de
Clarice Lispector, escritas no meu peito, repetidas em meus sonhos, gravadas em
minha alma, ditas por minhas palavras ao acaso...Sim caro leitor! Sou uma
escritora de sucesso que escreve para o próprio coração.
Se me questionar sobre o que escrevo, lhes
direi que escrevo sobre mim e sobre meu sonho de liberdade. Não há nada que me
pareça mais livre e feliz do que um pássaro. Assim que suas asas o permitem,
ele abandona seu ninho e vai descobrir o mundo. Quer coisa mais bela? Agora
coloque do lado da liberdade, a mulher. Sim, a mulher! Falei sério. A mulher é
prisioneira de si mesma e daquilo que lhe é imposto pelo mundo. Mas a mulher
quer ser livre. A mulher não quer a obrigação de ser mulher. A mulher quer ser
um pássaro! Quer alçar seus vôos,
alcançar os picos mais altos, quer ver o mundo... o mundo todo. A mulher é um
pássaro. Só que ninguém a enxergou como pássaro ainda.
Dessa vez estou colocando no papel o
que o meu coração já sabe. Espero que outros corações também percebam...
Agora olhe os pássaros. Não seria
lindo ser um pássaro?
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Fujo ao meu tema. Pois o que é o tema se não limitação? Não quero
me digam o que fazer, nem ao menos desejo me impor o que fazer. Quero que saia
feito como for... Mas que seja feito por amor.
Escrever é arte para poucos. Não é
arte para mim. Eu não escrevo. Eu torno as palavras vivas em pedaços de papel.
Não sou escritora, sou criadora. Escritores se preocupam com coerência, com
ortografia e com gramática. Eu me preocupo com sentimento, com verdade, com as
asas que eu ainda não possuo. Naõ vou mentir que muito tento voar, mas ainda
estou muito próxima do chão. Talvez eu voe o que dia que parar de criar...
Significa que esvai todas as palavras da minha mente e me sobrou o vazio de me
achar escritora. Parei então de criar. Tornei-me copia dos vendedores de livros
e deixei de ser criadora de emoções.
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