sexta-feira, 28 de março de 2014

Flor é que nem gente.

Querido, queria que me desse flores. São diferentes dos presentes que costuma me dar. São diferentes por que morrem. O que você me dá continua, permanece, posso usar até estragar ou até que acabe, mas não é que morra, é que acaba.

Flor não... flor voce deslumbra por alguns instantes, se emociona, olha ela, é bonita. Ela vai murchando. A gente coloca na água pra durar mais um pouquinho, tenta preservar bonita, tenta manter viva. Não adianta, ela acaba morrendo. Mas valeu contempla-la. Sua existência foi bela. Flor é que nem gente. Queria ganhar uma flor. Seria como ganhar uma pessoa. Eu a amaria... cuidaria... olharia ela morrer, mas no fim, ficaria bem por que fiz o que pude pra mante-la flor. Flor ela morreu e flor permanecerá aos meus olhos.

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