Eu que me perco em quem sou, me procuro sem me encontrar.
Não sei onde eu estou, mal sei onde vou parar.
Sou o passado de um futuro inquieto.
A certeza de um destino incerto.
Não sei quem sou, nem quem fui, nem quem serei.
Dia após dia, mutação de mim mesma é o que me tornei.
Tranformando-me sem ao menos perceber.
Ora a lagarta, ora a borboleta, sem saber.
Poeta apaixonada pelo vazio de não saber quem sou.
Ah, essa tal de identidade. Aos poucos, me moldando eu vou.
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